Telescópio Webb encontra pistas de colisões

Telescópio Webb encontra pistas de colisões capazes de destruir planetas inteiros

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O nascimento de um sistema planetário está longe de ser tranquilo. Observações do Telescópio Espacial James Webb revelaram discos com poeira quente e fragmentos que podem ter sido produzidos por colisões capazes de destruir planetas.

Esses ambientes, chamados discos extremos de detritos, oferecem uma janela para fases violentas que também podem ter marcado a juventude do nosso Sistema Solar.

O que são discos extremos de detritos?

Estrelas jovens costumam nascer cercadas por gás e poeira. Parte desse material se junta e forma planetas. Depois que o gás diminui, colisões entre asteroides, luas e embriões planetários continuam produzindo fragmentos.

Os discos extremos possuem uma quantidade incomum de poeira quente perto da estrela, na região onde planetas rochosos poderiam orbitar. Eles são raros: as estimativas indicam sinais observáveis em aproximadamente 1% das estrelas jovens estudadas.

O Webb analisou 21 sistemas

A equipe reuniu 21 discos extremos: cinco observados anteriormente pelo Spitzer e 16 examinados com o Webb. Os espectros no infravermelho revelaram grãos menores, grande concentração de poeira aquecida e variações irregulares de brilho.

A composição mineral permitiu separar os discos em dois grupos. Aproximadamente um terço era rico em sílica, característica compatível com impactos de alta energia entre corpos do tamanho de Marte, capazes de vaporizar muito material.

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Os demais eram pobres em sílica e podem ter sido produzidos por colisões menores ou rasantes entre objetos comparáveis à Lua.

Por que a poeira denuncia a colisão?

Os próprios embriões planetários são pequenos e distantes demais para serem observados diretamente. A poeira funciona como uma impressão digital: tamanho dos grãos, temperatura, minerais e mudanças de brilho ajudam a reconstituir o tipo de impacto.

Discos ricos em sílica foram encontrados apenas ao redor de estrelas com menos de 300 milhões de anos, período em que planetas rochosos ainda passam por grandes transformações.

Isso pode ter acontecido com a Terra

A hipótese mais aceita para a formação da Lua envolve a colisão da Terra jovem com um corpo do tamanho de Marte chamado Theia. O impacto teria lançado material ao espaço, que depois se reuniu para formar nosso satélite.

Ao observar sistemas distantes, o Webb permite investigar eventos parecidos em diferentes fases. Leia nosso guia sobre como os cientistas observam o Universo invisível.

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