Webb mede a distância da explosão

Webb mede a distância da explosão de rádio mais distante já localizada

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Um sinal que durou apenas uma fração de segundo atravessou o Universo por bilhões de anos antes de alcançar nossos instrumentos. Agora, o Telescópio Espacial James Webb ajudou a identificar a galáxia de origem da rajada rápida de rádio mais distante já localizada.

O evento, chamado FRB 20240304B, ocorreu quando o Universo tinha cerca de 3 bilhões de anos. A descoberta aproxima os astrônomos de uma pergunta intrigante: o que produz essas explosões tão curtas e intensas?

O que são rajadas rápidas de rádio?

Rajadas rápidas de rádio, ou FRBs, são pulsos extremamente breves detectados por radiotelescópios. Embora durem milissegundos, podem liberar uma quantidade enorme de energia. A maioria aparece uma única vez, enquanto algumas fontes repetem os sinais.

Uma das principais hipóteses liga várias FRBs a magnetares, estrelas de nêutrons com campos magnéticos extremos. No entanto, os cientistas ainda investigam se existe mais de um mecanismo capaz de gerar os pulsos.

Por que o Webb foi necessário?

Radiotelescópios conseguiram localizar a região do céu, mas a galáxia hospedeira era pequena, distante e difícil de caracterizar. A câmera infravermelha do Webb revelou uma galáxia anã em intensa formação de estrelas.

A equipe mediu um desvio para o vermelho cosmológico de 2,148. Isso significa que a expansão do Universo alongou a luz durante sua viagem e confirmou que a explosão aconteceu apenas 3 bilhões de anos depois do Big Bang.

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O sinal também ajuda a mapear matéria

As ondas de rádio atravessam gás difuso entre as galáxias. Frequências diferentes chegam em tempos ligeiramente distintos, permitindo estimar a quantidade de elétrons encontrada no caminho. Assim, as FRBs podem funcionar como sondas de matéria que não aparece facilmente em imagens.

Quanto maior o número de rajadas distantes localizadas, melhor será o mapa da matéria espalhada pelo cosmos. Novos radiotelescópios devem aumentar rapidamente essas detecções, enquanto o Webb poderá estudar as galáxias onde ocorreram.

Um exemplo de astronomia em equipe

A descoberta mostra por que diferentes observatórios precisam trabalhar juntos. Antenas de rádio captam o pulso; instrumentos infravermelhos identificam a galáxia; a espectroscopia mede distância e composição.

Entenda essa combinação em nosso guia sobre como os cientistas observam o Universo invisível.

Fonte consultada